03/04/2010

Ah! Eu queria falar de amor.

Ah! Eu queria falar de amor.
Desse sentimento tão falado mas que eu nunca soube bem como sentir nem como entender...
Eu queria muito falar daquele amor que consome, que supri, que nutri.. Aquele que arrebata e que maltrata. Aquele que faz a gente sofrer por não caber no peito de tanto amar. Aquele que deixa feliz só por existir. Aquele que arrasa.
Mas por ora... existe?
Não seria um sentimento criado pra gente se sentir infeliz quando não o tem, como quando você vê seu vizinho com um carro melhor que o seu? Ou pra que nos diferenciássemos dos bichos criando a culpa no sexo? Como pode ser bom um sentimento que nos tira a capacidade de pensar e tomar decisões sensatas? Não vejo lógica em depositar a minha felicidade em outra pessoa. Em cultuar um sentimento por alguém tão humano quanto eu, cheio de falhas.
A gente cresce aprendendo que amar é o sentido da vida. E que só quem ama é feliz. E quanto mais vivo menos amo os outros, amando mais a mim.. E o amor próprio também é amor.
Vou, aos poucos, me distanciando da palavra e da crença no sentimento. Parece triste. E é, de certa forma. Perdi aquela magia de querer achar um príncipe porque no caminho encontrei muitos sapos.
Há quem diga que me torno mais amarga por isso, ou mais fria, ou menos humana. Mas eu vejo exatamente o contrário. Quanto menos acredito encontrar alguém pra saciar minha necessidade de ser feliz, mais ela sacia-se sozinha. Ela vem se tornando auto-suficiente e menos vulnerável.
Ganhei a mim. Me aproximei mais da sensação de liberdade. E julgo ser ainda melhor que a sensação de amar.
Talvez por não ter encontrado ainda esse tal amor que eu li nos livros e por isso classificar os amores que tive como dispensáveis. Talvez eu nunca tenha amado e por isso subestimo a sensação do sentimento. Ou talvez a sensação de ser livre seja tão maior que o amor se torna pequeno.
Comecei esse post com os olhos cheios d'água por querer falar de um sentimento que já quase esqueci. Mas ae lembrei do amor que sinto por mim. Esqueci do resto. Porque eu só preciso conviver comigo mesma pra sempre. Com mais ninguém.


E pode até ser que amanhã ou depois eu encontre esse tal amor que eu vejo nos filmes...pode ser que eu mude totalmente esse meu conceito atual. Mas não me importo. Não tenho vergonha de pensar.