Eu sempre tive a língua um tanto... afiada.
Sempre tinha uma resposta pra qualquer coisa que me dissessem. E as vezes elas não vinham de uma forma muito educada...
Então, quando eu tinha por volta dos nove anos minha mãe disse que tinha um livro que foi inspirado em uma menina que se parecia mto comigom se chamava "A menina que gostava de contestar".
Foi a primeira vez que ouvi essa palavra hehe. Foi a primeira vez que olhei pra esse meu lado com olhar crítico também. A menina do livro não era legal.
E daí? Nem todos tem que ser legais. Pessoas chatas são legais porque não são legais.
E a adolescência chegou. A rebeldia dos hormônios só fez com que esse meu jeito peculiar ficasse mais aguçado. Comecei a contestar mais que as ordens da minha mãe, mais que os sermões dos professores, políticos, leis. Passei a contestar Deus.
Hoje, embora as fases tenham passado, eu continuo do mesmo jeito que aquela menina de nove anos. Um pouco mais madura, talvez. Pensando mais no que vale a pena dizer, mas nunca de boca fechada.
Os meus pensamentos precisam sair por algum lugar. Eles são muitos e meu cérebro parece pequeno pra tantos deles. E o lugar que eles mais gostam de sair é pela boca.