16/08/2015

Meu ego é divido, partido ao meio. São dois.
O físico é baixo, ronda perto do zero.
Tenho uma enorme dificuldade em me olhar, me ver, em aceitar minha imagem no espelho.
Não consigo controlar meu corpo. Não consigo e nem sei se realmente quero.
Penso que, sendo um monte de combinações químicas, está acima do meu controle e eu já aceitei que não consigo competir com as Leis da Natureza.
Já o outro é alto. E bem alto.
Esse sim é só meu, é exclusivo e depende de mim. Esse, ao contrário daquele, melhora com o tempo.
Não tenho nenhuma vergonha do que penso, nem do que sinto e muito menos do que faço. A sincronia entre minhas atitudes e meus sentimentos, crenças, valores e convicções é quase perfeita. Não tenho vergonha dos meus erros, não carrego nenhum tipo de culpa pelos que cometi.
Muito pelo contrário, levo comigo a tranquilidade de saber que fiz tudo o que podia ser feito da melhor maneira que eu podia ter feito.
Se atingi os objetivos, se conquistei o que queria, se correspondi as expectativas alheias? Não sei. Isso é apenas consequência. As vezes sim, a maioria das vezes não.
O resto é apenas o que sobrou dessa conta. E a vida é matemática.
Assim, acho que os dois se equilibram.
Um no zero, outro no 100, média 50.
Acho que posso viver com isso.